Ataque na Cisjordânia deixa militares 2 israelenses mortos; Israel mata suspeitos e diz que frustrou 'grande atentado terrorista'
Tropas israelenses matam dois suspeitos de realizar ataque a tiros na Cisjordânia Um ataque a tiros na Cisjordânia nesta sexta-feira (23) deixou dois soldados...
Tropas israelenses matam dois suspeitos de realizar ataque a tiros na Cisjordânia Um ataque a tiros na Cisjordânia nesta sexta-feira (23) deixou dois soldados israelenses mortos e outros três feridos. O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que suas tropas frustraram um "ataque terrorista" maior e que dois suspeitos foram mortos. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp O Exército de Israel informou que seus soldados responderam a um ataque a tiros perto de um posto militar em Hebron, na Cisjordânia ocupada, e mataram dois suspeitos, chamados de "terroristas" pelo órgão militar. Dois homens vestidos de preto, um deles armado com um fuzil e o outro com uma pistola, abriram fogo contra um grupo de militares, segundo um fotógrafo da agência de notícias AFP. Eles foram mortos após um intenso tiroteio, ainda segundo o jornalista. Homens armados realizam ataque a tiros contra militares israelenses em Hebron, na Cisjordânia ocupada, em 23 de outubro de 2026. Hazem Bader/AFP Homens armados realizam ataque a tiros contra militares israelenses em Hebron, na Cisjordânia ocupada, em 23 de outubro de 2026. Hazem Bader/AFP "Tudo indica que terroristas do Hamas estavam planejando um grande ataque com o objetivo de assassinar civis inocentes, como demonstram as grandes quantidades de armas e munições encontradas. Nossos bravos soldados frustraram esse ataque com coragem e determinação. Elogio a atuação deles e desejo uma rápida recuperação aos nossos feridos", afirmou Netanyahu. Equipes de emergência responderam ao incidente e informaram que cinco pessoas ficaram feridas, duas delas em estado grave. Suas nacionalidades não foram informadas, porém essas vítimas foram levadas para hospitais em Israel. Dois deles não resistiram. Segundo comunicado, os socorristas chegaram ao local do ataque ainda durante os disparos. Equipes de emergência em local de tiroteio entre tropas israelenses e suspeitos de realizar ataque a tiros em Hebron, na Cisjordânia, em 23 de outubro de 2026. REUTERS/Ammar Awad A região de Hebron foi colocada sob cerco militar após o incidente, segundo o Exército. O gabinete de Netanyahu informou também que o premiê ordenou que as tropas se preparassem para o "fechamento total" da Cisjordânia, porém não deu mais detalhes sobre o que isso significa. O Exército israelense disse ainda que estava realizando operações "nas residências dos terroristas e de outros suspeitos", e que dezenas de armas foram encontradas, incluindo fuzis M16, submetralhadoras Carlo e quatro dispositivos explosivos. O ataque não foi reivindicado até a última atualização desta reportagem. O grupo terrorista palestino Hamas chamou o incidente de "operação heroica", mas não disse estar por trás, e pediu aos palestinos da Cisjordânia uma "mobilização total" e a execução de atentados similares. Ataque às vésperas das eleições O incidente desta sexta-feira ocorreu a menos de uma semana das eleições legislativas em Israel, na qual Netanyahu tenta se manter no poder, e em um contexto de aumento das tensões na Cisjordânia, território ocupado desde 1967 pelas forças israelenses. O pleito está agendado para terça-feira (27). O incidente abalou a campanha eleitoral. Netanyahu pediu a seu partido, o Likud, que cancele todos os eventos que estavam programados para esta sexta-feira. O ex-comandante do Estado-Maior israelense, Gadi Eisenkot, principal rival eleitoral do premiê, elogiou a "coragem dos soldados" que "evitaram um atentado de grande magnitude". Ataque a tiros deixa morto e feridos na França Ministros de extrema direita pedem fim da Autoridade Palestina O Ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, foi ao local do tiroteio e pediu o desmantelamento da Autoridade Palestina —instituição criada para governar Faixa de Gaza e Cisjordânia, mas que controla apenas uma parte desse segundo território palestino. "Não é necessário esperar que aconteça outro 7 de outubro" disse a jornalistas no local do ataque. "É lá que vai explodir a próxima guerra. A Autoridade Palestina deve ser desmantelada e desmilitarizada", acrescentou o ministro. O ministro das Finanças e grande figura da extrema direita israelense, Bezalel Smotrich, pediu uma campanha militar na Cisjordânia "como em Gaza" para "desmantelar a Autoridade Palestina, confiscar as armas e eliminar os terroristas". Agora no g1